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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Blogagem coletiva- Cor verde - O verde que amo!

Olá pessoas!

Só para não deixar de blogar...

Não ia participar desta blogagem pois estava sem idéia alguma e pouco tempo, mas resolvi agora na última hora postar algo bem simbólico e sucinto do que significa o
verde pra mim.

Para mim, o verde ilustra minha grande paixão e o que venho lutando a anos para realizar.

Aqui em Porto Alegre, grande parte dos hospitais utilizam em uniformes de bloco cirúrgico a cor verde.

Quero voltar a este lugar, sentir o cheiro, que ás vezes é bem forte e peculiar, manusear lâminas afiadíssimas, fazer suturas, ficar horas na mesma posição desconfortável, mas que pouco me importa, desde que eu esteja lá.

Não vejo a hora de poder utilizar o verde todos os dias.

Para mim o verde é vida, realização pessoal e meu trevo de quatro folhas.

See ya!


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Blogagem Coletiva - Cor Laranja - Carência de Vitamina C - Meu bicho de manchas alaranjadas quase me mata do coração!

O escorbuto infantil é uma doença causada pela absorção inadequada de vitamina C (ácido ascórbico), geralmente devida à ingestão de fórmulas de leite de vaca, que têm uma carência desta vitamina e que requerem complementos.

Esta doença afeta normalmente as crianças entre os 6 e os 12 meses de idade. Os sintomas precoces incluem irritabilidade, falta de apetite e impossibilidade de aumentar o peso. A criança pode gritar ao mover-se e pode não mover as pernas devido à dor que a hemorragia provoca sob a fina camada de tecido que reveste os ossos. Em crianças maiores, a hemorragia pode ocorrer sob a pele e, além disso, podem sangrar facilmente as gengivas à volta dos dentes que estão a romper.

O escorbuto pode provocar anomalias ósseas nas costelas e nos ossos longos das pernas, porque a vitamina C é necessária à formação do tecido conjuntivo (tecido que mantém unidas as estruturas do corpo). Nas costelas, as ligações entre a cartilagem e o osso dilatam-se, formando uma fileira de nódulos chamada rosário do escorbuto. Pode também provocar uma cura deficiente das feridas.

Uma dieta adequada em vitamina C pode prevenir o escorbuto. Os citrinos e os sumos de frutas constituem excelentes fontes desta vitamina. As crianças alimentadas com papa devem receber 35 mg de vitamina C por dia (equivalente a 65 g de sumo de laranja ou de limão). As mães que amamentam devem tomar 100 mg de vitamina C por dia por via oral. Para o tratamento do escorbuto, a criança deve ingerir diariamente entre 100 mg e 200 mg de vitamina C por via oral durante uma semana e 50 mg diários posteriormente.

Fonte: Manual Merck
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A 15 dias, desde a Taquarinha foi doada, Nika, uma das minhas quatro gatas, veio emagrecendo, até que parou de comer, ficou prostada, e passou a ficar o dia todo dormindo em baixo das cobertas.

Nika
havia adotado o filhote, e possivelemente entrou em um tipo de depressão quando ficou sem sua filhinha.


Mas ela chegou no extremo de precisar de um veterinário sabe que dia? Dia 1 de maio, feriado. Ai que maravilha! Cadê a minha veterinária? Óbvio que não consegui achar. Fui a cata de outro. Nada. Qualquer um? Nadinha! Liguei para umas 8 clínicas no mínimo mas nada de plantão no feriado. Que absurdo! Eu já estava ficando desesperada pensando que ela podia não passar daquela noite, porque no sábado ela ficou realmente muito mal e ia acabar morrendo de inanição e podia em pouco tempo começar a ter falência dos órgãos.


Resolvi pedir um help e liguei para minha cunhada que fez um tempo de faculdade de veterinária e tem uma boa noção para tentar juntar com a minha leve noção médica e expliquei o caso. Ela me passou uma lista de remédios. Fomos na tentativa e erro. Algo precisava ser feito, e rápido.


Como não sou louca nem nada, li a bula de todos remédios antes de fazer qualquer coisa. Sorte que nenhum deles havia efeitos colaterais nem contra-indicações fatais. Apliquei a injeção e dei a primeira dose do pequeno coquetel.


Não demorou dez minutos e Nika estava se esvaindo em vômito.


Liguei novamente pra minha cunhada mais apavorada que a primeira vez e perguntei se dava pra eu dar Plasil para ela (remédio para alívio de vômito e diarréia). Dei o Plasil.

E foi aí que como uma Fênix o animal renasceu das cinzas. Em questão de algumas horas ela voltou a caminhar e resolveu tomar água. Que alívio!


Hoje - domingo - ela já está bemmmm melhorzinha, já comeu e até voltou a ronrronar. Os remédios estão dando resultados positivos.


Mas segunda igual ela já tem consulta marcada com a veterinária para garantir.


Esta é a Nika, meu bichinho com machinhas alaranjadas que quase me matou do coração neste fim de semana :)







segunda-feira, 26 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Cor roxa/lilás - Ai! Uiii! Mais um hematoma! - Não consigo manter algumas vidas

Olá pessoas!

Vamos a mais uma blogagem coletiva, iniciativa 10 da Glorinha do Blog Café com Bolo.

A cor desta semana é a roxa ou lilás ou também violeta (se eu não for Daltônica) heheheh.

Bem, esta cor não é lá muito fácil de eu escrever sobre ela, porque não me leva a muitas lembranças, ou problemas gravíssimossssssss de saúde que devam ser alertados.

Mas comecei a pensar e pensar sobre o assunto e me lembrei de "dois roxos" na minha vida.

Primeiro roxo:

Caro blogueiro, se tu me conhecesse pessoalmente iria saber o quanto desastrada eu sou.


Minhas pernas, meus braços, quadril, dorso é um museu de arranhões (principalmente dos meus gatos), feridinhas e muitoooooosss HEMATOMAS. É roxo pra todo lado!

Acho que não passo um dia sequer sem cair ou me bater em alguma coisa. Sou tão desastrada que me bato TODOSSSS os dias fazem dois anos em um mesmo parafuso de uma porta. Claro, eu podia ter tirado o maldito dali, mas não, sempre esqueço porque minha memória pra este tipo de coisa também não é uma Brastemp.

Não sei como consigo fazer isso.

Todos dias consigo a façanha de adquirir um machucado novo.

Se vou fazer uma comida me corto com faca, se vou acender uma vela me queimo, se caminho uma hora me bato em alguma coisa, ou tropeço e machuco o pé, se brinco com o cachorro ele pula de brincadeira me arranha e me morde (e dói mesmo sendo de brincadeira). Enfim, sou um perigo pra mim mesmo. Como isso é possível???

Deixando de lado a tragi-comédia, sério, agora mesmo enquanto eu escrevia este post, eu tinha deixado uma nega-maluca no forno e fui tira-la pois estava pronta e advinha? Queimei o dedo indicador. Normal, lá fui eu para a pomadinha de queimadura e agora estou digitando com um indicador lesionado aqui.

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O segundo roxo da minha vida que me veio a mente foram as tão conhecidas flores, as violetas. Vou historiar o causo.

Acredito que tenho um dom e porque não dizer talento para cuidar das pessoas e animais. É algo que nunca forcei e sempre foi assim desde pequeninha. Pegava os bichinhos, cuidava, tratava etc, etc.

Depois veio a minha paixão devastadora pela medicina, por tratar, ajudar, por manter vivo.

Mas tem algumas vidas que não consigo manter.

Tentei diversas vezes ter uma planta. Sim, uma simples e pouco complexa planta. E não foi uma, foram realmente várias. TODAS morreram. Então desisti por uns anos dessa idéia.

Um dia me enchi de coragem, passei em um sebo, comprei uns livros e revistas sobre plantas e flores e fui escolher no supermercado na parte da floricultura as minhas novas "cobaias". Ah, lá estavam elas, as VIOLETAS.

Poxa, todo mundo tem uma violeta dentro de casa, não deve ser tão difícil assim cuidar delas... Pffff... Que ilusão!

Cheguei empolgada em casa. Arrumei um lugarzinho para elas (4 vasinhos no total) e fiquei a observá-las por algum tempo. Como sempre, a curiosade que matou o gato não demorou para bater nos meus 9 bichanos, e quase que como mágica aparecerem tudo na volta das coitadas cheirando, se esfregando e querendo mordiscar as folhas verdinhas e peludinhas.

Troquei de lugar de novo. Agora sim, ali ninguém pegaria, ou mascaria minhas novas filhas.

Tudo certo, fui aos livros para ler "os tutoriais de plantas e flores para iniciantes".

Depois de ler tudo, vi que não havia absolutamente nenhuma novidade para aquelas florzinhas. Mas fiz tudo exatamente como mandava o gabarito.

O primeiro dia passou e as 4 ainda estavam vivas. Ufaaaa! Consegui, pensei eu com ar vitória.

Acordei no segundo dia e fui correndo ver.

Não!!! Não podia ser!!! Uma delas já apresentava sinais de que estava ficando "doente" (?). Mas não desisti. Falei com uma biológa amiga que me deu uma dica. No inverno devido as temperaturas baixas eu deveria colocar uma água mais morninha, não quente, mas não podia ser fria.


Claro! Estava aí a solução!

E foi-se mais alguns dias fazendo exatamente assim.

Mas para minha infelidade minhas violetas não resitiram e foram morrendo uma a uma. Ai, que raiva! De novo não!

Desisti de plantas mais uns dois anos e lá fui eu.

Ah! Vou comprar uma planta mais simples desta vez.

- Esta não precisa fazer nada! Afirmou o rapaz da floricultura.

- Sei... Falei com tom irônico.

Comprei a monocotiledônea. Ela era da família das palmeirinhas e conforme o vendedor - com papo padrão de vendedor- ela era muitooooo resistente e não precisaria de nada além de um pouquinho de água.


É minha gente, a super-planta que sobreviveria ao holocausto, não durou uma semana nas minhas mãos.

Realmente há vidas que não consigo manter.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Cor vermelha - Doação de sangue e medula

Olá povo!

Hoje é dia de blogagem coletiva, iniciativa muito legal do blog
café com bolo, e a cor desta segunda-feira é a vermelha ou vinho.

Tenho trazido nestas postagens da blogagem assuntos de utilidade pública relacionados à saúde (já que é minha área de maior interesse) e mais algum texto pessoal.


Para a cor vermelha escolhi, por questões óbvias, escrever sobre doação de sangue e medula óssea e já fazer um apelo para que as todos façam sua parte em consideração e respeito ao próximo.


Eu já tive um caso na família de alguém que precisou de sangue e medula.


Meu tio na época tinha 29 anos e descobriu que tinha leocemia, ao mesmo tempo que veio a surpresa de estar a espera de sua primeira filha com sua esposa.


Eu era pequena, devia ter no máximo 9 anos, então nem posso dar um depoimento preciso de toda situação, mas me lembro muito bem de todo o desespero da família, os olhares de tristeza da minha avó, dos meus tios e meu pai - irmão- e toda aquela ansiedade por melhores notícias.


Ele precisou de sangue e recebeu doações. Medula também, mas até onde eu sei ninguém dos parentes foi compatível com ele e acabou não conseguindo. E naquela época era pouquíssimo provável que existisse bancos de medula óssea como hoje.


Infelizmente, ele acabou falecendo. Não só pela leucemia mas porque acabou contraindo outros problemas durantes as transfusões, que acabaram baixando AINDA mais sua imunidade.


Gente, só não entro em detalhes porque esta história não é minha, e algumas pessoas podem se chatear comigo por falar sobre suas vidas...


Mas a questão é a importância vital do sangue e medula compatível. A importância de ter uma sobrevida e esperança quando se tem uma doença ou se passa por algum acidente. E é algo tão simples para nós, que temos saúde física e mental, que é muito egoísmo não fazer isso.

Orientações para doadores de sangue

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 18 e 65 anos;
- pesar mais de 50Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e prazos de impedimentos
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária

Intervalos para doação
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é
janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.

No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para AIDS. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou pelos Centros de Testagem Anônima.

Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o Serviço de Hemoterapia do INCA pelo telefone
2506-6021 / 2506-6580 / 2506-6064.

Informações sobre a Doação de Medula Óssea

Passo a passo para se tornar um doador

• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.

• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!

• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

• É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3970-4100 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Caso você decida doar

1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde e quando doar
É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.

3. Como é feita a doação
S
erá retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.

Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.

Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Importante
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME: (21) 3970-4100 / redome@inca.gov.br.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Fonte: INCA


domingo, 11 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Cor azul - As pílulas azuis - Meu sono é azul

Olá!

Estou participando pela segunda da blogagem coletiva realizado pelo Blog Café com Bolo. A cor desta segunda é a azul.


Resolvi falar um pouquinho sobre as super atuais pílulas azuis - o famoso Viagra.


A impotência sexual masculina é um problema bem comum entre a população após os 40 anos, mas não se restringe somente a terceira idade. Conforme estatísticas da Sociedade Brasileira de Urologia, 35% dos brasileiros entre 18 e 40 anos apresentam o distúrbio em algum grau. E hoje, com uma abertura muito maior tanto na mídia quanto no dia-a-dia das pessoas, tem sido mais falado e discutido sobre este assunto.


A falta da ereção em um homem, pode se comparada a peruca de Sansão: sem ela há a fraqueza e vulnerabilidade. Então a milagrosa pilulazinha vem para solucionar o que antes parecia não ter volta, devolvendo não somente o sexo ao homem (e para a mulher), mas a masculinidade e auto-estima.


Os homens assim como as mulheres, apesar da grande maioria afirmar o contrário, também desenvolvem problemas de saúde por questões emocionais. Separação, desemprego, dificuldades financeiras e o fato de o homem ganhar menos do que a mulher, em caso de um casal, são as questões que mais abalam a auto-estima masculina. Quando isso acontece, em seguida é comum surgir a disfunção erétil. O alto nível de stress, cansaço, tabagismo, alcoolismo e cobrança por um desempenho extraordinário, principalmente quando a parceira é mais nova, também causam o problema.

O viagra muitas vezes acaba sendo um apoio emocional pois muitos indivíduos apenas pelo fato de ter no bolso o medicamento, já conseguem desempenhar atividades sexuais normais mesmo sem a ingestão do mesmo.


A ressalta de alguns especialistas da área é para não confundir uma disfunção erétil com falta de desejo, que no caso de casais ocorre com muita frequência. Também deixam bem claro que o medicamento não funciona como afrodisíaco, pois não aumenta a libido.


Há mulheres que preferem que seus maridos permaneçam falhando sexualmente com medo que haja adultério. O Viagra não produz infidelidade mas favorece os homens predispostos a este comportamento, então certamente uma mulher que prefere que seu homem continue a falhar precisa trabalhar sua sexualidade e o gosto pelo prazer.


Tanto a pílula anticoncepcional como o Viagra podem ser considerados revolucões sexuais e socias. A pílula promoveu a autonomia da mulher. O Viagra fez com que o homem prestasse mais atenção na saúde e devolveu a ereção para quem não tinha, o que é maravilhoso.

Obs: Como MUITO BEM lembrado pela amiga Luma Rosa e esquecido de ser postado por mim, consulte seu médico antes de tomar qualquer medicamento.


Fontes:
Bula Viagra, Revista Claudia .

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Meu sono é azul!

Em épocas mais conturbadas de faculdade sofro com o estresse e a ansiedade. Tanto que acabei adquirindo uma insônia por ansiedade. Não conseguia dormir direito de jeito algum por meses com medo de não acordar e perder a aula que eu podia assistir graças a muitoooo esforço e sacrifício do meu pai.

O que aconteceu foi que eu passei a dormir em média 2 ou 3 horas por noite, e acordava com qualquer coisa.
O sono simplesmente não vinha e quando vinha era sem qualidade.

Mas viver desta maneira não estava sendo nenhum pouco saudável, e muito menos proveitoso para meus estudos.


Então um dia descobri que se eu me imaginasse em uma situação em que me sentisse relaxada e confortável o sono viria mais rápido. Mas não é só imaginar, tem que sentir o determinado momento como se estivesse o vivenciando.


Meu sono é azul
porque minha imaginação voa até uma praia lindaaaaaa. Areia braquinha, sol morno, vento leve. Enxergo meus pés nesta areia, sinto o sol esquentando minha pele e esfriando com a brisa. Na minha frente há um infinito azul. Céu e mar se misturam no horizonte, e parecem estar tão próximo de mim.


O sono começa a vir.

Vou adormecendo e deixando minhas pegadas na areia molhada.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Colorindo (e espalhando) a vida - Cor rosa - Câncer de Mama

Olá pessoas!

Fui convidada pela minha sogrita do Blog da Marli a participar da blogagem coletiva, iniciativa muito bacana da Glorinha, do blog Café com Bolo.

A cor desta semana é a rosa, e a associei à saúde da mulher, mais precisamente a este assunto tão temido para tantas mulheres, o Câncer da Mama.

Acho que sou uma ótima pessoa para dar um relato sobre isso, pois tive o convívio lado-a-lado com este inimigo oculto. Não. Não fui eu que tive.

Para quem não sabe, perdi minha mãe de câncer aos 39 anos de idade. A primeira vez que o maldito apareceu foi na mama, maligno, ainda em torno do seus 30 anos.

Houve a estirpação total da mama, as muitas plásticas, as diversas sessões de quimioterapia, afim de destruir as células cancerígenas, destruindo muito mais do que isso... Destruiu o ânimo, destruiu a paciência, a feminilidade. Ah, a feminilidade! O quanto isso machucou perder. Perder o cabelo, a pele macia, os olhos brilhantes de um azul profundo.

Mas tudo passou. O cabelo cresceu, o pessimismo deu lugar a esperança, e a esperança se misturava com um tanto de receio.

Um certo dia o Dr. disse que tudo estava ótimo, e que o perigo antes eminente havia passado.

Sensação de alívio. Indas e vindas de médicos e exames agora apenas de ano em ano. E tudo permaneceu tranquilo mais uns aninhos. Dois pra ser mais exata.

Então em um exame de rotina padrão descobriu-se algo no fígado.
Ninguém queria falar a verdade pois sabia que naquele caso a verdade a mataria mais rápido.

Hepatite, foi a explicação dada ao amarelão da pele e dos olhos, e mais tarde a uma magresa cadavérica que tirou toda sua jovialidade aparente.


Mas foi tudo tão rápido desta vez. Não tinha mais o que se fazer...


Isso foi a pouco mais de 10 anos atrás.

Este post tem o objetivo além de trazer este meu relato como filha, passar um pouquinho mais de informação. E isso faço como mulher e como futura médica.

Segue um texto informativo do INCA.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade.

A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama. Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.


Detecção Precoce


As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.


O Exame Clínico das Mamas (ECM)

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama. A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

A Mamografia


A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros). É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento. A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame. Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama.

As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O Auto-Exame das Mamas


O INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos. Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

As Recomendações do Instituto Nacional de Câncer


Em Novembro de 2003, foi realizada a "Oficina de Trabalho para Elaboração de Recomendações ao Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", organizada pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Câncer e da Área Técnica da Saúde da Mulher, com o apoios das Sociedades Científicas afins e participação de gestores estaduais, ONG's e OG's. A partir dessa Oficina foi desenvolvido um Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama, publicado em 2004, que contém as principais recomendações técnicas referentes à detecção precoce, ao tratamento e aos cuidados paliativos em câncer de mama, no Brasil.


Espero que tu se toque mais.


Até a próxima!