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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Fim

"Agora tudo acabou.."- Pensava ela.

Escondia no olhar vazio o peso da decepção. O peso de toda uma triste realidade que por algum tempo se manteve maquiada e camuflada por um traço de esperança.

Agora não existia mais motivos para nada. Para sorrir ou para sonhar. Agora a vida deveria ser apenas viver. 

- Michelle Schons -

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cabeça vazia é a oficina do Diabo?

Olá gente!

Estes dois anos tem sido bem ruins pra mim. Aliás, 2010 foi bemmmmm complicado. Fiquei parada mais ainda por causa do acidente e tals. Agora estou bem e comecei a traçar estratégias e planos para 2011, mas confesso que ficar com a cabeça vazia foi terrível...


"Cabeça vazia é a oficina do Diabo", diz o ditado. Mas será que esse "diabo"é tão ruim assim? Pensar na vida, na família, nos amigos, nos acontecimentos, em tudo que acontece consigo e sua volta tem os seus prós e contras.

Claro, se pensa em muitas e muitas besteiras. Pensa-se até no que não deve-se pensar. Fantasia-se muito. Sofre-se por antecedência ou por coisas que não irão acontecer. Mas pensa-se muito no que está errado, no que é ruim, no que deve ser mudado. É um momento de total autoconhecimento. Passa-se a gostar mais ou a odiar mais a sí mesmo.


Não irei dizer que ter ficado com a "cabeça vazia"foi bom, porque não foi. Mas foi necessário para que eu pudesse descobrir coisas no "meu mundinho"que estavam trancadas a 7 chaves, e que talvez se eu tivesse me mantido super ativa, como de costume, não tivesse descoberto.


Igual, acredito que o ditado esteja certo pelo seguinte motivo: cabeça vazia faz agente pensar, e muitas vezes pensar demais dói.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Outra chance

Sentada em um banco, ela lhe contou tudo, de maneira bem resumida, o que andava passando.

De olhar calmo e terno, o homem que já sabia de tudo, falou a ela com palavras diretas:

- Tu recebeu mais uma chance. Uma chance de acertar tua vida, de seguir. Cada um tem seu tempo, e eu ainda quero estar no teu grande dia de glória... Tu salvarás ainda muitas vidas por aí. Já ele, talvez seja a última chance de fazer o certo. Se não for agora, talvez ele não dê outra chance...

Ela saiu com um alívio no coração por um lado, mas um peso imenso do outro.

Ela precisaria mudar para que ele mudasse.

Ela precisaria mudar para que ele pudesse também, se precisasse, ter outra chance.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Meu relacionamento com crianças

Qualquer pessoa "normal"que ouça eu falar que não gosto de crianças no mínimo vai me achar uma criatura má. Bem, caso tu venhas a me conhecer, saberás que de má não tenho nada, aliás, já ouvi comentários muito sinceros dizendo que sou uma das pessoas mais bondosas e de bom coração que já conheceram.

O fato é que eu fui uma criança que não gostava de ser criança. Sempre me relacionei com amigos mais velhos, frequentava ambientes, que pela minha faixa etária, eram proibidos. Sempre quis ser adulta. Sempre quis agir como adulto, apesar de sentir falta do colinho de mãe muitas vezes.

Meus amigos e familiares até acham meio cômico esse meu jeitão.

A verdade é que não é que eu não gosteeeee de crianças. Veja bem, jamais faria mal a qualquer ser vivo, até costumo falar que se eu depender de eu matar algo para comer, viro vegana na hora. Repudio maus tratos a qualquer criatura. Sofro muito com muitas coisas que vejo e ouço por aí. Apenas acho crianças, ainda mais bebês, chatos e entediantes. Não tenho paciência. Acho feio, burro e desengonçado. Só mesmo pais para afirmarem categoricamente e com orgulho que seu "joelho"é a coisa mais linda e esperta que já viram. Bebês são as coisas mais "inúteis"que existem. Só choram, adoecem com muita facilidade, fazem cocô, dormem e não deixam os pais dormirem direito.

Minha mãe costumava me contar uma historinha de quando eu nasci. Nesse aspecto, ela sempre foi muito realista. Após meu nascimento, meus pais foram para a maternidade. Minha mãe fixou seus lindos olhos claros em um recém nascido. Segundo ela, era perfeito. Gordinho, branquinho, loirinho, coradinho, um verdadeiro "bebê Johnson". Pensou que estava alí a filha dela maravilhosa na qual carregou por nove meses, a fez engordar 22 kg e sentir inúmeras dores. Então uma enfermeira vem trazendo um fiapo de gente nos braços, protegida por um travesseiro. Magricela, comprida, careca, o quadro da dor. Era sem dúvida o RN mais escabroso do recinto. Meses depois ficou bonitinha, dizia ela.

As crianças costumam gostar de mim. Sei lá se sentem confiança, ou me acham engraçada, porque elas passam me olhando, rindo e algumas vezes até me dão coisas. Esses tempos estava eu numa formatura quando um piá me achou no meio do povo. Passou a festa toda me olhando, me seguindo e me dando pétalas de rosas brancas. Me achou bacana, palhaça ou algo do tipo.

Tenho duas afilhadas, uma de 8 e a outra de 4 anos. Enquanto elas eram bebês, mal chegava perto delas. Peguei elas pouquíssimas vezes no colo, uma delas foi no batismo das mesmas. Porém agora me dou super bem com elas e sei que elas gostam de mim. Trato elas como adultas, claro, respeitando o que devem e podem ouvir e entender. Nunca fui de "nhê nhê nhem", e na real acho que nem as próprias crianças gostam deste tipo de tratamento.

Se me acho menos "humana"pelo fato de "não gostar"de crianças? De jeito nenhum! Acho que isso é uma característica da minha personalidade, que desde que me conheço por gente pensei e agi assim.

Enfim, uma coisa é certa: se as coisas não derem certo e eu acabar não seguindo na carreira de Cirurgia Plástica tenho, pelo visto, "boa aceitação"do público na pediatria - que é uma das residências médicas mais fáceis e de menos concorrência.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

E NEM aí...


Se uma escola privada cometer erro ao formular questões nas provas, se errar nos gabaritos etc. é incômodo na certa, ninguém perdoa, pobre escola e pobre professor, ih, esse já foi posto sumariamente na rua! E se o mesmo erro acontecer no ano seguinte? Bom, aí teremos novas demissões. Um escândalo! A escola será crucificada, já era, quem mandou errar?


Eu falei escândalo, é, mas esqueci de dizer que será escândalo somente se acontecer numa escola privada. Ah não? Dá só uma olhadinha no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Tranquilo que nem água de poço! Rsrs. É, mas sinto dizer que esse tal exame tem histórias pra contar. Uma coleção de escândalos. Acho mesmo que o ENEM, por alguma razão inexplicável, optou em colecionar escândalos, coleçãozinha infame essa, tchê. Fico pensando no prejuízo dos alunos, muitos com dificuldades financeiras até pra comparecer no local das provas. Penso também no prejuízo econômico e moral do país. Óbvio, o ENEM já perdeu sua credibilidade, alguém duvida? Eu não. Mas pelo visto, os responsáveis pela educação brasileira não estão nem aí. O presidente Lula, como de hábito, em vez de tomar uma atitude condizente com a gravidade do problema, alardeou lá na África que "o ENEM foi um sucesso". Well, well. E nós com isso se ele gosta de escândalos?

Você não lembra o que aconteceu com o ENEM em 2009? Calmaí, vou refrescar tua memória. Em 2009 as provas foram furtadas da tal de gráfica PLURAL. Sim, cancelaram o contrato, colocaram panos quentes e caiu no esquecimento. Vai uma pizza aí? rsrs. Agora estamos em 2010, e pasme, temos novo escândalo: a gráfica não sei o nome, "esqueceu" de conferir um lote de 21.000 provas!! E precisamente as que saíram com erro!! Por Deus, chega de pizzas.

Esse ano minha irmã foi uma das pessoas"sortudas"que acabaram ganhando a famosa prova amarela (sim, esse azarão é de berço). Se ela foi prejudicada? Claro que sim! Os fiscais tentaram "tapar o sol com a peneira"dando aos alunos, vítimas do erro, provas da cor rosa. Mas o desenrolar da história demorou tanto tempo e causou tanto furor entre alunos e fiscais, que acabaram por perder muito do tempo precioso de resoluçao da prova. Sem contar que tiveram de passar suas respostas do caderno amarelo para o caderno rosa. Detalhe: as questões em cada caderno possui ordens diferenciadas (sistema anti- cola???), o que dificultou ainda mais a passagem de respostas. Tirando isso, toda a linha de raciocínio do indivíduo foi por água abaixo. E para amenizar os ânimos de todos (???) foi dado pelos ficais mais meia hora para TODOS afim de que a prova fosse finalizada.

Tenha dó...

O que era para ser motivo de total orgulho e admiração dos estudantes, tem se tornado um tormento imenso. Posso dizer que esse exame que era para ser um grande meio de inclusão social, tem se demonstrado uma verdadeira falta de respeito com os jovens - HÃM, HÃM alguns nem tão jovens assim. Existem muitos prós e contras em todo o sistema ENEM, porém na organização e aplicação das provas só temos visto grandes erros e inadmissíveis, capazes, e com razão, das grandes Universidades que acabaram decidindo por aderir ao sistema, desistirem e retornarem aos seus vestibulares sérios e eficazes.
Algumas Universidades Federais do país já até se desvincularam...

Mudando um pouquinho de assunto, mas ficando por aqui mesmo, achei uma vergonha o Brasil ocupar o 73º lugar no IDH - Índice do Desenvolvimento Humano que a ONU fez publicar recentemente. Mas pensando bem, depois do que ouvi na TV, tenho mais é que botar minha viola no saco e cantar noutro lugar! Imagine você que, falando sobre o tal escândalo do ENEM, o Ministro da Educação isentou o INEP de qualquer erro. (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais--INEP é o organismo que controla o ENEM). E NEM aí para o escândalo...


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O vômito da verdade

Sabe quando tu está com tanta chateação, mágoas, raiva, rancor, ódio, todos esses sentimentos podres tudo entalados na goela e na cabeça e louco para pôr pra fora?

Tá certo, não se pode simplesmente sair vomitando as palavras que não te fazem bem e teu estômago quer devolver ao meio porque se assim tu fizer, vai ser visto, e com razão, como um lunático demente. Não se pode pôr sua opinião acima das demais pessoas à força e se assim tu fizer vai acabar ouvindo ou tendo aquilo que não quer (quem fala o que quer, ouve o que não quer ou recebe o que não quer).

Mas ter tato para lidar com as pessoas e situações tem limite também. Ninguém aguenta por muito tempo ficar sendo passado a perna ou ficar ouvindo desaforos ou falarem mal das pessoas que tu gosta.

Enfim, meu tato, minha elegância, educação ou qualquer outra maneira que possa ser chamada as conhecidas palavras paciência, consideração entre outros está acabando. Hoje tive uma breve amostra num impulso totalmente sem pensar de que quando se menos espera e às vezes não se quer, "vomita-se"palavras, frases e até mesmo xingamentos. Mas mesmo eu tendo vomitado, não vomitei tudo. Foi um vômito contido. Não saiu tudo o que tem me feito mal.
Vou tolerar engolir mais uns sapos gordurosos, azedos e repulsivos até der. Mas não falo mais por mim quando a náusea vier novamente e dessa vez, forte.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia 4 de outubro

Olá gentem!

Hoje é dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis, dia dos animais.

Eu poderia falar sobre um milhão de história felizes e tristes de animais aqui, porque tenho muitas, mas prefiro fazer minha breve homenagem aos bichinhos contando um ocorrido que aconteceu comigo meses atrás.

Quando me acidentei em maio deste ano, fiquei dias no "estado de piloto automático". Não me lembrava de nada nem ninguém, era quase um vegetal.

Meu namorido resolveu ir falar com o médico que disse que minha memória deveria ser estimulada com coisas que eu gostasse muito.

Mas poxa, eu nem lembrava o nome das pessoas mais importantes da minha vida, o que mais poderia estimular minha memória senão isso?

Então, meu namorido teve a brilhante idéia de levar a foto de um porta retrato, na qual aparece meu primeiro gato branco e amarelo ainda filhote e levar para o hospital para me mostrar.

- Chelle, tu sabe quem eu sou?
Balencei a cabeça negativamente.

- Tu sabe quem é ele? (Apontando para meu pai)
Balancei a cabeça negativamente.

- Tu sabe quem é ela? (Apontando para minha irmã)
Balancei a cabeça negativamente.

- Tu sabe quem é esse? (Me deu o porta retrato com a foto do gatinho)
- Drico! - Respondi.

De todas as coisas e pessoas mais importantes fui me lembrar logo do Hoe/Drico.

Acho que meus bichos ajudaram e muito na minha recuperação, e continuam a colaborar com isso.











E não esqueça: Amigo NUNCA se compra, se adota SEMPRE.

Fui!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Cor roxa/lilás - Ai! Uiii! Mais um hematoma! - Não consigo manter algumas vidas

Olá pessoas!

Vamos a mais uma blogagem coletiva, iniciativa 10 da Glorinha do Blog Café com Bolo.

A cor desta semana é a roxa ou lilás ou também violeta (se eu não for Daltônica) heheheh.

Bem, esta cor não é lá muito fácil de eu escrever sobre ela, porque não me leva a muitas lembranças, ou problemas gravíssimossssssss de saúde que devam ser alertados.

Mas comecei a pensar e pensar sobre o assunto e me lembrei de "dois roxos" na minha vida.

Primeiro roxo:

Caro blogueiro, se tu me conhecesse pessoalmente iria saber o quanto desastrada eu sou.


Minhas pernas, meus braços, quadril, dorso é um museu de arranhões (principalmente dos meus gatos), feridinhas e muitoooooosss HEMATOMAS. É roxo pra todo lado!

Acho que não passo um dia sequer sem cair ou me bater em alguma coisa. Sou tão desastrada que me bato TODOSSSS os dias fazem dois anos em um mesmo parafuso de uma porta. Claro, eu podia ter tirado o maldito dali, mas não, sempre esqueço porque minha memória pra este tipo de coisa também não é uma Brastemp.

Não sei como consigo fazer isso.

Todos dias consigo a façanha de adquirir um machucado novo.

Se vou fazer uma comida me corto com faca, se vou acender uma vela me queimo, se caminho uma hora me bato em alguma coisa, ou tropeço e machuco o pé, se brinco com o cachorro ele pula de brincadeira me arranha e me morde (e dói mesmo sendo de brincadeira). Enfim, sou um perigo pra mim mesmo. Como isso é possível???

Deixando de lado a tragi-comédia, sério, agora mesmo enquanto eu escrevia este post, eu tinha deixado uma nega-maluca no forno e fui tira-la pois estava pronta e advinha? Queimei o dedo indicador. Normal, lá fui eu para a pomadinha de queimadura e agora estou digitando com um indicador lesionado aqui.

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O segundo roxo da minha vida que me veio a mente foram as tão conhecidas flores, as violetas. Vou historiar o causo.

Acredito que tenho um dom e porque não dizer talento para cuidar das pessoas e animais. É algo que nunca forcei e sempre foi assim desde pequeninha. Pegava os bichinhos, cuidava, tratava etc, etc.

Depois veio a minha paixão devastadora pela medicina, por tratar, ajudar, por manter vivo.

Mas tem algumas vidas que não consigo manter.

Tentei diversas vezes ter uma planta. Sim, uma simples e pouco complexa planta. E não foi uma, foram realmente várias. TODAS morreram. Então desisti por uns anos dessa idéia.

Um dia me enchi de coragem, passei em um sebo, comprei uns livros e revistas sobre plantas e flores e fui escolher no supermercado na parte da floricultura as minhas novas "cobaias". Ah, lá estavam elas, as VIOLETAS.

Poxa, todo mundo tem uma violeta dentro de casa, não deve ser tão difícil assim cuidar delas... Pffff... Que ilusão!

Cheguei empolgada em casa. Arrumei um lugarzinho para elas (4 vasinhos no total) e fiquei a observá-las por algum tempo. Como sempre, a curiosade que matou o gato não demorou para bater nos meus 9 bichanos, e quase que como mágica aparecerem tudo na volta das coitadas cheirando, se esfregando e querendo mordiscar as folhas verdinhas e peludinhas.

Troquei de lugar de novo. Agora sim, ali ninguém pegaria, ou mascaria minhas novas filhas.

Tudo certo, fui aos livros para ler "os tutoriais de plantas e flores para iniciantes".

Depois de ler tudo, vi que não havia absolutamente nenhuma novidade para aquelas florzinhas. Mas fiz tudo exatamente como mandava o gabarito.

O primeiro dia passou e as 4 ainda estavam vivas. Ufaaaa! Consegui, pensei eu com ar vitória.

Acordei no segundo dia e fui correndo ver.

Não!!! Não podia ser!!! Uma delas já apresentava sinais de que estava ficando "doente" (?). Mas não desisti. Falei com uma biológa amiga que me deu uma dica. No inverno devido as temperaturas baixas eu deveria colocar uma água mais morninha, não quente, mas não podia ser fria.


Claro! Estava aí a solução!

E foi-se mais alguns dias fazendo exatamente assim.

Mas para minha infelidade minhas violetas não resitiram e foram morrendo uma a uma. Ai, que raiva! De novo não!

Desisti de plantas mais uns dois anos e lá fui eu.

Ah! Vou comprar uma planta mais simples desta vez.

- Esta não precisa fazer nada! Afirmou o rapaz da floricultura.

- Sei... Falei com tom irônico.

Comprei a monocotiledônea. Ela era da família das palmeirinhas e conforme o vendedor - com papo padrão de vendedor- ela era muitooooo resistente e não precisaria de nada além de um pouquinho de água.


É minha gente, a super-planta que sobreviveria ao holocausto, não durou uma semana nas minhas mãos.

Realmente há vidas que não consigo manter.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Cor vermelha - Doação de sangue e medula

Olá povo!

Hoje é dia de blogagem coletiva, iniciativa muito legal do blog
café com bolo, e a cor desta segunda-feira é a vermelha ou vinho.

Tenho trazido nestas postagens da blogagem assuntos de utilidade pública relacionados à saúde (já que é minha área de maior interesse) e mais algum texto pessoal.


Para a cor vermelha escolhi, por questões óbvias, escrever sobre doação de sangue e medula óssea e já fazer um apelo para que as todos façam sua parte em consideração e respeito ao próximo.


Eu já tive um caso na família de alguém que precisou de sangue e medula.


Meu tio na época tinha 29 anos e descobriu que tinha leocemia, ao mesmo tempo que veio a surpresa de estar a espera de sua primeira filha com sua esposa.


Eu era pequena, devia ter no máximo 9 anos, então nem posso dar um depoimento preciso de toda situação, mas me lembro muito bem de todo o desespero da família, os olhares de tristeza da minha avó, dos meus tios e meu pai - irmão- e toda aquela ansiedade por melhores notícias.


Ele precisou de sangue e recebeu doações. Medula também, mas até onde eu sei ninguém dos parentes foi compatível com ele e acabou não conseguindo. E naquela época era pouquíssimo provável que existisse bancos de medula óssea como hoje.


Infelizmente, ele acabou falecendo. Não só pela leucemia mas porque acabou contraindo outros problemas durantes as transfusões, que acabaram baixando AINDA mais sua imunidade.


Gente, só não entro em detalhes porque esta história não é minha, e algumas pessoas podem se chatear comigo por falar sobre suas vidas...


Mas a questão é a importância vital do sangue e medula compatível. A importância de ter uma sobrevida e esperança quando se tem uma doença ou se passa por algum acidente. E é algo tão simples para nós, que temos saúde física e mental, que é muito egoísmo não fazer isso.

Orientações para doadores de sangue

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 18 e 65 anos;
- pesar mais de 50Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e prazos de impedimentos
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária

Intervalos para doação
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é
janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.

No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para AIDS. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou pelos Centros de Testagem Anônima.

Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o Serviço de Hemoterapia do INCA pelo telefone
2506-6021 / 2506-6580 / 2506-6064.

Informações sobre a Doação de Medula Óssea

Passo a passo para se tornar um doador

• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

• Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

• Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.

• Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!

• Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

• A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

• É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3970-4100 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.

Caso você decida doar

1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde e quando doar
É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.

3. Como é feita a doação
S
erá retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.

Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.

Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Importante
Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME: (21) 3970-4100 / redome@inca.gov.br.

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Fonte: INCA


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Blogagem coletiva - Colorindo (e espalhando) a vida - Cor rosa - Câncer de Mama

Olá pessoas!

Fui convidada pela minha sogrita do Blog da Marli a participar da blogagem coletiva, iniciativa muito bacana da Glorinha, do blog Café com Bolo.

A cor desta semana é a rosa, e a associei à saúde da mulher, mais precisamente a este assunto tão temido para tantas mulheres, o Câncer da Mama.

Acho que sou uma ótima pessoa para dar um relato sobre isso, pois tive o convívio lado-a-lado com este inimigo oculto. Não. Não fui eu que tive.

Para quem não sabe, perdi minha mãe de câncer aos 39 anos de idade. A primeira vez que o maldito apareceu foi na mama, maligno, ainda em torno do seus 30 anos.

Houve a estirpação total da mama, as muitas plásticas, as diversas sessões de quimioterapia, afim de destruir as células cancerígenas, destruindo muito mais do que isso... Destruiu o ânimo, destruiu a paciência, a feminilidade. Ah, a feminilidade! O quanto isso machucou perder. Perder o cabelo, a pele macia, os olhos brilhantes de um azul profundo.

Mas tudo passou. O cabelo cresceu, o pessimismo deu lugar a esperança, e a esperança se misturava com um tanto de receio.

Um certo dia o Dr. disse que tudo estava ótimo, e que o perigo antes eminente havia passado.

Sensação de alívio. Indas e vindas de médicos e exames agora apenas de ano em ano. E tudo permaneceu tranquilo mais uns aninhos. Dois pra ser mais exata.

Então em um exame de rotina padrão descobriu-se algo no fígado.
Ninguém queria falar a verdade pois sabia que naquele caso a verdade a mataria mais rápido.

Hepatite, foi a explicação dada ao amarelão da pele e dos olhos, e mais tarde a uma magresa cadavérica que tirou toda sua jovialidade aparente.


Mas foi tudo tão rápido desta vez. Não tinha mais o que se fazer...


Isso foi a pouco mais de 10 anos atrás.

Este post tem o objetivo além de trazer este meu relato como filha, passar um pouquinho mais de informação. E isso faço como mulher e como futura médica.

Segue um texto informativo do INCA.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade.

A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama. Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.


Detecção Precoce


As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.


O Exame Clínico das Mamas (ECM)

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama. A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

A Mamografia


A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros). É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento. A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame. Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama.

As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O Auto-Exame das Mamas


O INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos. Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

As Recomendações do Instituto Nacional de Câncer


Em Novembro de 2003, foi realizada a "Oficina de Trabalho para Elaboração de Recomendações ao Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", organizada pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Câncer e da Área Técnica da Saúde da Mulher, com o apoios das Sociedades Científicas afins e participação de gestores estaduais, ONG's e OG's. A partir dessa Oficina foi desenvolvido um Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama, publicado em 2004, que contém as principais recomendações técnicas referentes à detecção precoce, ao tratamento e aos cuidados paliativos em câncer de mama, no Brasil.


Espero que tu se toque mais.


Até a próxima!

sexta-feira, 26 de março de 2010

São Jorge, seu cavalo e o dragão

Momentos de discusão. Murmúrios. Choro.

Uma porta se bate. Ouvem-se passos.


- Vamos olhar a lua cheia e as estrelas?

Ele pegou um colchão e o colocou no jardim.

Era uma noite quente, porém havia uma suave brisa.


- Pai! O que é aquilo dentro da lua?


- Aquelas manchas na lua é o São Jorge, seu cavalo e um dragão.


Permaneceram ali mais um punhadinho de tempos só a olhar para o céu.

Ela não quis saber o porquê nem como aquele homem e um dragão foram parar dentro da lua, e também nunca questionou tal resposta.
Mas esta frase e aquele momento passou a ser uma de suas memórias favoritas.

- Michelle Schons -

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Projeto volta CHIMAERA!!!

Hello!

Hoje tive a sorte de encontrar tesouros perdidos em forma de vídeos. Eu e meu namorido encontramos vídeos da turnê da banda Chimaera e foi ótimo poder revê-los depois de tantos anos.

Não é somente pelo fato da Chimaera ter sido a banda do meu companheiro e de meus grandes amigos que falo de peito aberto que era "A BANDA", mas também porque só quem conheceu o trabalho destes guris sabem o quanto de sensibilidade, delicadeza e maestria eles traziam á músicas consideradas por muitos somente "barulho", o que é considerado este gênero musical vertente do rok, o Metal.

As composições falavam da vida em geral principalmente de sentimentos (o primeiro e único álbum foi entitulado Saga of the Wanderer, part I: Feelings), era fácil se identificar com cada uma delas. Todo o trabalho foi pensado nos mínimos detalhes, desde a apresentação visual ao enredo dos vídeo- clipes e introduções musicais, feitas de maneira genial e vanguardista aqui no Brasil.

Mas por alguns (vários) motivos, incluindo a desmotivação, todo este projeto cheio de sonhos acabou, cada um seguiu suas vidas, e a Chimaera permaneceu no íntimo dos integrantes e de quem acompanhava eles, como os familiares e fãs. Vou confessar que após o término da Chimaera, jamais consegui gostar de NENHUMA banda de metal, e passei a deixar aos poucos de ouvir as que eu gostava também...

Portanto agora estou lançando o projeto Volta Chimaera, com o objetivo de termos a oportunidade de ouvir novamente músicas maravilhosas, executadas por músicos de verdade.

Vamo lá galera!!! Vamos botar pressão nessa banda para voltar!

Deixem recados aqui e diretamente para os músicos: Mateus Borges, Raul Dressler, Rodrigo Serafini, Thiago Pimentel e nos respectivos orkuts!

www.chimaera.com.br

domingo, 8 de novembro de 2009

No escuro

No escuro dos dias permanecia ali deitado em um cubículo aquele velho solitário.

Não lembrava mais como era o verde das copas das árvores nem a relva do espaço em que lhe cercava. Seus instintos quase haviam desaparecido por completo, nem o tato ou olfato a qual lhe fora intensamente ampliado lhe restava.


Ás vezes no seu mundo sombrio ainda tinha alguns momentos de sensibilidade: algumas horas de algumas manhãs sentia em seu corpo inerte, dependendo da época do ano, ora uma brisa gélida ora um caloroso afago do sol em seu dorso. Mas nos últimos tempos nem isso mais o fazia se sentir vivo.


“Aguente firme seu velho inútil! Tente demostrar que está tudo bem! Não vai dar trabalho nem tristezas para as pessoas a sua volta”. Pensava ele em seus momentos de fraqueza.
Alguns minutos de cuidados semanais era doado por quem se dizia importar-se com o velho, nada mais.

Isso era suficiente para manter vivo aquele cego cão idoso . Também era o bastante para que ela pudesse dormir sem peso na consciência.


E foi assim que seguiu a vida deste animal, preso em um canil, isolado, muitas vezes deitado sobre suas próprias fezes, esperando com esperança o dia de seu fim.


(por Michelle Schons)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Paixão infantil

- Espera por mim!!! Vou te ajudar!!!

Sorridente e com um brilho intenso no olhar a menina falava todos os dias para o jovem peão da fazenda.

- Tu não tem força para fazer isso guria! Isso é trabalho para homem.

Nem homem feito ele era, mas perto de uma menininha com menos de uma década de vida podia falar com algum orgulho sobre si e tentar impor algum tipo de respeito.

Mesmo assim, os dias passavam e aquela cena se repetia.

Em qualquer lugar que ia o rapaz, lá estava aquela criança correndo feliz, querendo ser útil para aquele estranho que a cativava tanto sem motivo aparente.

Enfim, a única coisa que ela sabia e entendia é que gostava dele, de ficar perto dele, e nessas horas do dia dela nada mais importava.

Isso foi só o começo de tudo.

Uma hora passou. Tudo passa.

(por Michelle Schons)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quando o amor acaba

- Andei pensando... Não te amo mais. Não mais como antes...

Perplexa ela o indaga:

- Como assim?


- Não te amo mais apesar de ainda gostar de ti, de querer teu bem e de saber que mais nenhuma pessoa neste mundo se comparará a ti... Acho que não posso mais continuar nesta casa, vou falar com meu pai, dar um tempo...


Em um ímpeto de coragem ela o interrompe.


- Então pegue suas coisas e vá embora!


Passam-se alguns segundos de silêncio e de olhares vazios.


Ele foi até o quarto, pegou algumas peças de roupas e foi embora.


Ela desolada aos prantos fica pensando sobre tudo, tentando desesperadamente entender como alguém ama tanto e deixa de amar de repente.


Talvez ela nunca encontre esta resposta.

(Por Michelle Schons)